sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pequenos Psicopatas


                                         Pequenos Psicopatas
A revista Super Interessante de maio traz uma matéria que nos faz pensar muito sobre Pequenos Psicopatas. Nós, enquanto educadores, devemos estar atentos a estes sinais. Eles existem, sim e vale à pena conferir.


                                              Devaneios de Mãe
A capa deste mês da revista Super Interessante traz a reportagem “Pequenos Psicopatas”, sobre as crianças que já nascem más. A matéria traz o depoimento das mães contando às atrocidades que seus filhos psicopatas fizeram quando pequenos, já que pessoas com essa estrutura de funcionamento não têm os sentimentos de emoção, culpa e compaixão. Confesso que fiquei nauseada por ler.
Aí que numa bela tarde de sábado meus filhos brincavam tranquilos dentro de nosso apartamento, quando não sei por que motivo Eduardo trancou o irmão mais novo no quarto e ficou de braços cruzados olhando para a porta. Ouvia os berros desesperados de Luca e continuou ali impávido, apenas fitando a porta, sem abrir, escutando a agonia do outro preso no cômodo ao lado.
Pronto, pirei! Será meu Deus, que meu filho é um pequeno psicopata? Santíssima trindade, o que deu na cabeça da criatura por fazer a malvadeza com o  irmãozinho e ficar ali parado apenas observando? Tremi-me toda e fiquei o resto do fim de semana encanada. Porque eu, minha gente, ao contrário de muitas mães não tampo o sol com a peneira, não! Sei muito bem dos defeitos de meus filhos e tento, ao máximo, guiá-los no bom caminho. Por conta disso, sou chamada até de louca exagerada.
Aí fui pesquisar na interwebz e encontrei outra reportagem da Super, com o seguinte trecho:
Para começo de conversa, um certo grau de malvadeza é relativamente normal na infância e faz parte do desenvolvimento. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, explicava que temos impulsos instintivos agressivos e que somente aos termos contato com os outros e com a cultura é que nos moldamos e refreamos tais impulsos. Segundo ele, temos uma vocação para a rebeldia, que acabamos reprimindo em troca da convivência pacífica em sociedade. “Nascemos com um programa inviável, que é atender aos nossos instintos, mas o mundo não permite”, afirmava.
Mas, continuei com a pulga atrás da orelha e até pensei em levá-lo a um psiquiatra infantil, neuropediatra ou analista pediátrico (se é que isso existe). É, gente, quando eu encano, eu encano! Quando Dudu era bebê e tinha relutância em comer eu rodei a cidade em todos os nutricionistas, endócrinos, nutrólogos e médicos afins pra descartar qualquer distúrbio emocional e/ou físico.
Até que ontem à noite veio a minha salvação em forma de lágrimas! Dudu chora, é claro, mas até aí os psicopatas podem muito bem chorar lágrimas de crocodilo para encenar um teatro, porque eles são dominadores psicológicos. Mas, sinto que ontem não foi o caso.
Estávamos eu e ele embaixo do edredom na sala, assistindo a um filme. Na história, a bebê de três dias da personagem principal morria de morte súbita enquanto dormia no colo da mãe. E ao aparecer essa cena, bastante triste, Dudu me olha, passando as mãos nos olhinhos e com a voz embargada e me diz:
Mamãe, acho que eu estou chorando também. É muito triste a bebê morrer. Imagina se o nosso bebê [referindo-se ao Luca] morresse no seu colo? Buáááááaáá. Buáááááááá.
Nessa hora eu, que também estava emocionada pela cena, desandei a chorar e a rir ao mesmo tempo. Ufaaaaaaaaaaaaa, meu filho, ao que tudo indica, não é um psicopata. E, além de tudo, tem coração. Pronto, dormi feliz.

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